Love story e suas bobagens
by Emily
Ela gosta de Chico
Ele toca rock
Ela idolatra Hepburn
Ele vê filmes do Hitchcock
Ele faz filosofia
Ela faz cinema
Ela sai pros domingos de cantoria
no centro histórico
pensando em encontrar
seu filósofo
Ele diz que amor
é besteira
e que não entende a dor
da poeta
com seus mil amores errados
- provavelmente sacos de ossos salgados
mas quando os dois pares de globos oculares
se encontraram um dia na faculdade
foi como uma luta de mares
- não que isso fosse possível
E assim dias se passaram
e aquele destino terrível
se fez presente
para o filósofo
A poeta achava graça
mas tinha seus receios
"Será que ele passa?"
Mas ela sentiu que ele passava, realmente
e observava
com olhos fugazes
- duas negras circunferências
seu jeito de caminhar
e observava como ele havia mexido com seu interior
sem falar uma palavra
mas as histórias de amor são engraçadas
e a deles ainda não possuía um fim
mas como elas, já era bem amada
provavelmente, como em qualquer uma delas,
em um jardim
uma garota calada se faça ser ouvida
e pare de roer a unha
e ele consiga dizer que havia lido
um poema dela, sem querer, e que supunha
que talvez ele possa cuidar de um coração partido
mesmo não conhecendo como se faça isso
A vida, como testemunha
havia começado a modificar sua rotina
- a rotina de novos apaixonados
que realmente esperavam
que maravilhas fossem operadas
mas isso é uma outra história
- o jovem filósofo e sua glória
que, embriagado de amor
disse aos seus colegas de bar
que Eros o havia traído
e que Schopenhauer era gozador
e a poeta escrevia e voltava a cantar
- provavelmente sua dor havia vendido
então, um segurou a mão
do outro
e um desejo do cão
se alastrou
e um dia foi pouco
mas essas são outras memórias
- memórias de um observador
que era um grande inventor
de amores possíveis
basta somente esses sacos de ossos
iludíveis
se abram
e tragam
a vontade
- o resto se constrói.