E se espero?
by Emily
Século 21. Alguém poderia acreditar que, entre dois adolescentes nasceria um amor inocente e tranqüilo, semelhante aos dos anos 50?
Se a resposta foi negativa, a seguinte historia mostrará que o amor, mesmo em uma sociedade globalizada e urgente com essa poderá ser o cenário perfeito para que a felicidade floresça.
Mariana era uma garota normal, com sonhos e ambições de qualquer garota que tenha 15 anos. Tinha seus amigos, era inteligente e ‘’pés no chão.’’ Não entendia como tantas garotas poderiam sofrer de um mal que não assolava a ela: o amor. Não que ela nunca tenha se apaixonado, mas ela entendia que, uma hora ou outra, aquilo ia ter um fim, que seria trágico a ela. Suas amigas admiravam esse ponto de vista, porque não tinham o auto controle que ela tinha.
Bento já era o contrário. Sua personalidade forte e sombria era o oposto com que Mariana havia sonhado em um garoto. Ele mostrava, em suas conversas com ela, que era mal, e até um pouco violento, coisa que, em vez de assustá-la, somente a deixou mais encantada.
A maneira como se conheceram foi a mais inesperada de todas. Ele estava no turno em que Mariana estudava, para ter aulas complementares, e quando ele passou na frente da janela dela, algo havia acontecido. A garota o observou e comentou com sua amiga Anabel sobre o fato.
- Huum, já está ‘’gamadinha’’ nele, não é?
- Não Bel. Eu só o vi hoje.
Ela disse isso e uma pontada de medo a absorveu, porque não queria nunca mais perdê-lo de vista.
E assim foi até que Anabel quis soprar a atmosfera de envolvimento que havia no olhar dos dois.
- Eu vou lá falar com ela, Mari. Assim não dá mais. Não agüento você suspirando toda vez que ele passa aqui na frente. Parece que tá com problemas pulmonares.
- Ah, deixa assim. Tá tão bom. – ela disse, sorrindo.
- Não. Deixa que eu resolvo isso pra você. – e piscou para ela. Ela pegou Joana e Clarisse, as outras amigas de Mariana, pela mão e foram ao encontro do garoto.
Era uma tarde quente e Mariana já não estava muito bem. Se elas acabassem com seu pequeno sonho, não se perdoaria (e nem elas) nunca mais. Foi quando Joana chegou, com um pedaço de papel na mão.
- Tá aqui, Mari. O e-mail dele para que vocês se conheçam. Ele disse que também estava de olho em você desde o dia que você o viu pela primeira vez.
Mariana respirou fundo e ficou eufórica por dentro. Seu mundinho não foi atacado ainda por exércitos que queriam a derrota daquele sonho. Ela não via a hora de poder chegar em casa, sentar na frente do computador e poder falar com ele.
Mas, por algum motivo, a lucidez havia retornado. Então, ela se controlou e a velha Mariana voltou para fazê-la enxergar a realidade. Chegando em casa, não foi diretamente para o computador, com anteriormente queria. Tirou o uniforme, comeu e foi até sua bolsa, pegar o papel que havia o e-mail de Bento. Ligou o computador tranquilamente e o adicionou. Alguns momentos depois, ele estava disponível para conversa. Então, eles começaram a conversar. E não pararam mais.
Eles se viam no contra-turno dela, que era pela manha, e ficavam juntos o intervalo inteiro, conversando, se divertindo um com a companhia do outro. Ela estava ficando cada vez mais envolvida por Bento. Ele também não negava que estava ficando encantado pela suavidade de Mariana, mas, havia outra em seu pensamento. Uma outra que tinha deixado grandes e expressivas cicatrizes em seu coração. Sim, parecia que ele queria dar uma chance para aquela garota, mas ele não queria se precipitar. ‘’Tudo tem seu tempo’’, ele pensava. Ela pensava que não teria o ‘’seu tempo’’ na vida dele. E quanto mais pensava nisso, mais o seu lado racional se perdia, mesmo ela pensando em cada palavra que dizia a ele, mas até nisso seu lado emocional interferia.
Uma vez ela chegou a perguntar a Bento o que ele sentia por ela. Aquilo o assustou, mas ele sabia que ela era direta e objetiva, então, aquela pergunta era um pouco aguardada. Ele disse que era muito cedo, mas não disse que não a queria, pelo contrário, deu 1% de chance a ela. E assim foi.
Nenhum dos dois parecia ver o quão envolvido eles estavam. A vida mostrava aos dois a saborosa paciência que aquilo lhes proporcionava, aquela magia que só existia nos jovens dos anos 50. E, no entanto, o auto-controle e a realidade que dominava Mariana, em algumas opiniões, era um grande empecilho, mas, era assim que era ela e dessa forma que ele teria que entendê-la.
E foi numa tarde fria que aquilo se pôs a prova. Bento a chamou para sair. Ela se aconselhou com sua amiga Clarisse, que disse que era para ela ir, senão se arrependeria mais tarde, mas não foi assim que fez. Disse que não para ele. E eles se distanciaram.
Foi então que, pela razão de Mariana, eles se separaram tanto que nunca mais se falaram. Ela seguiu sua vida, se tornou uma grande Biotécnica e tinha namoros esporádicos, mas nada que se firmasse. Bento foi tão importante em sua vida que nenhum homem conseguiu encantá-la como ele.
Bento seguiu sua vida também, se formou Psicologia e tentava resolver os problemas amorosos de muita gente, só não conseguia fazer isso em sua própria vida. Depois de Mariana, teve várias namoradas, mas nenhuma foi tão envolvente como ela, que nem chegou a ser sua realmente.
Mas, a vida não seria injusta com eles.
Foi em um dia chuvoso que eles se reencontraram, depois de se esbarrarem na rua, após 6 anos sem se falar. Se olharam, duvidosos, de que aquilo realmente estava acontecendo e se cumprimentaram calorosamente. Ficaram ali, na praça, com a chuva os banhando, falando o quê a vida tinha lhes proporcionado durante aquele tempo.
E, foi no final da conversa que Bento refez o pedido que há anos tinha feito.
- E daí, Mari, vamos sair? – ele disse, sorrindo.
Ela hesitou por um momento, não acreditando que aquilo estava acontecendo.
E então, ela respondeu.
- Sim. Vamos. – e sorriu em retribuição a ele.
Trocaram telefones e se despediram alegremente
E depois, cada um foi para seu lado, pensando que um ‘’sim’’, por enquanto, bastaria. A vida se encarregaria do resto.
amiga vc é incrivel essa historia daria um bom livro kkkk
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